Quem olha para o calendário e vê 13 de agosto encontra uma data ligada a uma profissão que está muito mais presente no cotidiano do que pode parecer. Hoje é o Dia do Economista, criado em referência ao dia em que o Brasil deu um passo decisivo para regulamentar oficialmente a atividade.
Foi em 13 de agosto de 1951 que o então presidente Getúlio Vargas sancionou a Lei nº 1.411, que regulamentou a profissão de economista no país. Em 2026, portanto, o marco completa 75 anos.
O que aconteceu em 1951?
A Lei nº 1.411 estabeleceu que a designação profissional de economista seria destinada, entre outras situações previstas na legislação, aos bacharéis em Ciências Econômicas. O texto também definiu regras para o exercício de atividades técnicas ligadas à economia e às finanças, inclusive na administração pública.
A legislação criou naquele momento o Conselho Federal de Economistas Profissionais e os Conselhos Regionais de Economistas Profissionais. A estrutura passou por mudanças ao longo dos anos e, em 1974, a legislação adotou as denominações que deram origem ao atual sistema Cofecon/Corecons.
A data de 13 de agosto também ganhou oficialmente o título de Dia do Economista em 1970, por resolução do então Conselho Federal. A escolha manteve como referência a data da sanção da lei de 1951.
A profissão vai muito além dos bancos
Quando se fala em economista, é comum pensar primeiro em bancos, investimentos e mercado financeiro. Mas o campo de atuação é bem mais amplo.
O profissional pode trabalhar na administração pública, em empresas privadas, universidades, instituições de pesquisa, consultorias e organizações que lidam com planejamento, finanças e decisões econômicas. O regulamento da profissão prevê atuação tanto na esfera pública quanto na privada.
Na prática, o trabalho pode envolver análise de cenários, planejamento, avaliação de investimentos, estudos de mercado, orçamento e políticas econômicas.
Como se tornar economista?
A formação começa com o bacharelado em Ciências Econômicas, oferecido por instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação.
Depois da graduação, o profissional precisa obter o registro no Conselho Regional de Economia (Corecon) competente para exercer legalmente a profissão. A legislação estabelece que a falta do registro torna ilegal o exercício profissional.
De Adam Smith a Celso Furtado
A história da economia também passa por pensadores que ajudaram a construir diferentes correntes de interpretação sobre produção, riqueza, trabalho e desenvolvimento.
Adam Smith, David Ricardo, Karl Marx, John Maynard Keynes, Joseph Schumpeter e Milton Friedman estão entre os nomes que marcaram o pensamento econômico em períodos e escolas diferentes.
No Brasil, um dos maiores nomes é Celso Furtado, cuja obra ajudou a explicar as particularidades do desenvolvimento econômico brasileiro e latino-americano.
Mais de sete décadas depois da regulamentação da profissão, o economista continua lidando com questões que estão longe de ficar restritas aos números: emprego, inflação, renda, investimentos, orçamento público, desenvolvimento e as escolhas que afetam a vida de milhões de pessoas.
É por isso que o 13 de agosto não é apenas uma data para homenagear uma categoria. É também uma oportunidade para lembrar como as decisões econômicas estão presentes no cotidiano, mesmo quando não aparecem com esse nome.


