A anemia é um dos problemas de saúde pública mais comuns no mundo e costuma evoluir de forma silenciosa. Sintomas como cansaço excessivo, palidez e falta de ar frequentemente passam despercebidos, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento adequado.
Na Paraíba, a doença também preocupa. Um levantamento da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) apontou que 36,5% das crianças entre seis e 59 meses apresentam anemia, reforçando a importância da identificação precoce, especialmente na primeira infância.
Atenção aos sintomas
A médica hematologista Sandra Figueiredo, responsável técnica pelo Hemocentro da Paraíba e professora da Afya Paraíba, explica que a anemia costuma surgir lentamente, o que dificulta a percepção dos primeiros sinais.
“Muitas vezes, a anemia se instala lentamente e, por isso, as pessoas podem demorar a apresentar os sinais e sintomas. Já quando a anemia é aguda, ou seja, de instalação rápida, essas manifestações aparecem muito mais precocemente.”
Segundo a especialista, sintomas como fadiga persistente (astenia), falta de ar (dispneia), fraqueza e palidez merecem atenção. No entanto, essas manifestações também podem estar relacionadas a outras doenças, tornando indispensável a avaliação médica.
Principais causas da anemia
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 30% da população mundial tenha algum tipo de anemia.
A deficiência de ferro continua sendo a causa mais frequente, mas a doença também pode estar relacionada a:
- deficiência de vitamina B12 e ácido fólico;
- processos inflamatórios;
- doenças genéticas;
- alterações na medula óssea;
- doenças crônicas.
Por isso, identificar a origem da anemia é fundamental para definir o tratamento mais adequado.
Hemograma facilita o diagnóstico
O diagnóstico da anemia pode ser realizado por meio de um hemograma, exame simples, amplamente disponível e de baixo custo.
“O hemograma é o exame que detecta a doença. É fácil de ser realizado, tem custo baixo e é um dos exames mais solicitados na prática médica. Sempre falo: sentiu qualquer coisa diferente, procure um médico. Não se automedique. Quanto antes a causa for identificada, mais rapidamente será possível iniciar o tratamento adequado”, orienta Sandra Figueiredo.
A especialista reforça que o acompanhamento médico é essencial para identificar corretamente a causa da anemia e evitar complicações, especialmente entre crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas.


