A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a Operação Breaking Bet para desarticular uma organização criminosa suspeita de praticar furtos digitais e ocultar os valores obtidos ilegalmente por meio de plataformas clandestinas de apostas online. A ação é coordenada pela Delegacia de Crimes Cibernéticos (DECC) e conta com o cumprimento de mandados judiciais em quatro estados brasileiros.
Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava técnicas de engenharia social, principalmente o envio de e-mails fraudulentos (phishing), para induzir vítimas a fornecer informações sigilosas. Com os dados obtidos, os suspeitos conseguiam acessar contas bancárias e realizar transferências sem autorização dos titulares.
Após os desvios, os valores eram movimentados para contas virtuais ligadas a plataformas clandestinas de apostas, utilizadas como mecanismo para dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar a origem ilícita dos recursos.
Operação ocorre em quatro estados
Além da Paraíba, a Operação Breaking Bet também cumpre mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraná. As ações acontecem de forma simultânea e envolvem equipes especializadas no combate aos crimes cibernéticos.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais buscam apreender computadores, celulares, dispositivos de armazenamento e outros equipamentos que possam contribuir para o avanço das investigações.
Investigação busca identificar toda a organização criminosa
De acordo com a Polícia Civil, o material apreendido será submetido à perícia para identificar outros integrantes do grupo, mapear o fluxo financeiro dos recursos desviados e reunir provas que possam subsidiar futuras ações judiciais.
As investigações também pretendem esclarecer a estrutura da organização criminosa, a participação de cada suspeito e a eventual ligação com outras fraudes eletrônicas registradas em diferentes estados.
Como funcionava o golpe
Conforme a apuração da DECC, os criminosos enviavam mensagens eletrônicas falsas que simulavam comunicações de instituições financeiras ou empresas conhecidas. Ao clicar nos links e informar dados pessoais ou bancários, as vítimas tinham suas credenciais capturadas, permitindo o acesso indevido às contas.
A Polícia Civil reforça que bancos não solicitam senhas, códigos de autenticação ou informações pessoais por e-mail ou mensagens instantâneas. Em caso de suspeita de fraude, a orientação é interromper qualquer interação, entrar em contato diretamente com a instituição financeira e registrar um boletim de ocorrência.
A Operação Breaking Bet integra as ações permanentes de combate aos crimes cibernéticos e busca reduzir os prejuízos causados por fraudes eletrônicas, além de responsabilizar criminalmente todos os envolvidos no esquema.


