Cantor se pronunciou nas redes sociais após operação da Sudema encerrar o “Arraiá do Henry” antes de sua apresentação.
O cantor Henry Freitas utilizou suas redes sociais na tarde deste sábado (16) para lamentar o encerramento antecipado do evento “Arraiá do Henry”, ocorrido na noite de sexta-feira (15), em João Pessoa. A festa foi interrompida por uma operação da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), motivada por denúncias de poluição sonora.
Em um vídeo publicado no Instagram, o artista classificou o ocorrido como um “episódio triste”, mas fez questão de agradecer a compreensão dos fãs e o apoio recebido. Henry, que já aguardava no camarim no momento da interdição, garantiu que o episódio não o afastará do público paraibano. “A Paraíba foi o primeiro estado que me abraçou e vocês moram no meu coração. Não vou deixar nunca de fazer shows em João Pessoa”, declarou.
Antes da suspensão, a programação da noite seguiu com apresentações de Ranniery Gomes, Kadu Martins e Rai Saia Rodada. A organização do evento informou, por meio de nota oficial, que anunciará nos próximos dias as medidas referentes ao ressarcimento dos ingressos ou à possível remarcação do show na capital.
Versões sobre a fiscalização
A casa de eventos onde a festa era realizada classificou a ação fiscalizatória como uma “perseguição infundada”. Segundo a assessoria jurídica do espaço, uma notificação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) já havia sido registrada à tarde, mas o local conseguiu uma liminar judicial para manter a realização do evento. Contudo, por volta de 0h30, as equipes da Sudema chegaram e determinaram o desligamento imediato dos equipamentos.
Por outro lado, a Sudema justificou que a autuação fez parte de uma ação integrada, realizada após requisição do Ministério Público da Paraíba (MPPB). A autarquia relatou que já havia visitado o espaço durante a tarde de sexta-feira para orientar os responsáveis sobre os limites sonoros permitidos pela legislação.
De acordo com o órgão ambiental, durante a madrugada, novas aferições técnicas confirmaram emissões sonoras acima do limite legal, configurando crime ambiental. Diante das irregularidades, os agentes aplicaram as medidas administrativas cabíveis, que incluíram a autuação, o embargo da atividade e a apreensão da fonte sonora.


