O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) marcou para 17 de dezembro a cerimônia de diplomação dos candidatos eleitos no estado nas Eleições 2026. O evento será realizado no Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções de João Pessoa.
Serão diplomados o governador eleito Lucas Ribeiro (PP), a vice-governadora eleita Lígia Feliciano (União Brasil), os dois senadores eleitos, os deputados federais e estaduais, além dos respectivos suplentes.
A diplomação é a etapa em que a Justiça Eleitoral entrega os diplomas que atestam a eleição dos candidatos e os habilitam para a posse, conforme as regras legais. O procedimento não elimina todas as possibilidades de questionamento judicial previstas na legislação eleitoral.
A data foi anunciada após o TRE-PB concluir, às 22h de domingo (25), a totalização dos votos do segundo turno. Na Paraíba, os eleitores votaram exclusivamente para presidente da República.
TRE-PB avalia positivamente a operação eleitoral
O presidente do tribunal, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, avaliou positivamente a organização do segundo turno e destacou o baixo número de ocorrências policiais e a redução das substituições de urnas eletrônicas em relação à primeira etapa.
“Foi uma grande vitória da instituição”, afirmou o magistrado ao agradecer às equipes envolvidas na operação.
O TRE-PB informou que 50 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas durante a votação, a maioria em João Pessoa. No primeiro turno, 67 equipamentos haviam sido trocados.
Duas urnas apresentaram indícios de violação
Os casos considerados mais graves ocorreram em Campina Grande e Puxinanã. Na seção 184 da 16ª Zona Eleitoral, em Campina Grande, e na seção 53 da 50ª Zona Eleitoral, em Puxinanã, os equipamentos foram substituídos após a identificação de teclas coladas, situação que levantou suspeitas de violação.
O tribunal não informou, até a divulgação do balanço, a causa das substituições relacionadas aos demais equipamentos.
Segurança registrou 49 ocorrências eleitorais
O Centro de Comando e Controle (CCC) contabilizou 49 ocorrências eleitorais até o encerramento da votação, às 19h. Desse total, 15 resultaram em prisão.
O maior número de registros envolveu o porte de celular ou de outro equipamento de comunicação durante a votação, com 35 casos. Também foram contabilizadas três ocorrências de boca de urna, duas de uso de alto-falantes e duas de desobediência.
O balanço incluiu ainda registros de desordem, dano à urna, corrupção eleitoral, concentração ilegal, publicação de novos conteúdos e outras ocorrências.
Denúncias sobre transporte serão apuradas
As denúncias recebidas durante o segundo turno foram acompanhadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público Federal (MPF). As informações foram encaminhadas aos promotores eleitorais e ao procurador regional eleitoral para análise e adoção das providências cabíveis.
Segundo o procurador regional eleitoral, Marcos Queiroga, houve atrasos pontuais na circulação de ônibus, mas a situação estava regularizada no início da tarde.
Os episódios serão investigados para verificar se houve irregularidade que configure ilícito eleitoral ou se os atrasos decorreram de fatores como trânsito e circunstâncias momentâneas.
Comparecimento chegou a 84,46% na Paraíba
O estado tinha 3.248.434 eleitores aptos a votar. Desse total, 2.743.560 compareceram às urnas, correspondendo a 84,46% do eleitorado. A abstenção foi de 504.874 pessoas, ou 15,54%.
Na disputa presidencial na Paraíba, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 1.794.059 votos, equivalentes a 67,46% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) obteve 865.210 votos, ou 32,54%.
Os votos nulos somaram 58.348, correspondentes a 2,13% dos votos computados. Os votos em branco totalizaram 25.943, ou 0,95%.
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