O município de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, passou a integrar o ranking das dez cidades mais violentas do país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) com dados referentes a 2025. O levantamento aponta que a cidade ocupa a 9ª posição nacional, com taxa de 60,9 Mortes Violentas Intencionais (MVI) por 100 mil habitantes.
Com população superior a 149,9 mil moradores, Santa Rita não figurava entre as 20 cidades mais violentas no levantamento anterior. De acordo com o anuário, o avanço dos indicadores está associado à intensificação das disputas entre organizações criminosas em áreas estratégicas da região.
O estudo também destaca a localização geográfica do município, situado a aproximadamente 35 quilômetros do Porto de Cabedelo e cortado pelas rodovias federais BR-101 e BR-230, fatores apontados pela publicação como facilitadores da circulação de mercadorias ilícitas.
Situação da Paraíba
No panorama estadual, a Paraíba encerrou 2025 com taxa de 24,6 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes.
Entre os municípios paraibanos analisados:
- Santa Rita: 9º lugar nacional, com taxa de 60,9;
- João Pessoa: 74º lugar, com taxa de 27,6;
- Patos: 96º lugar, com taxa de 23,1;
- Campina Grande: 261º lugar, com taxa de 8,1, o menor índice entre as cidades paraibanas incluídas no ranking.
Nordeste concentra maiores índices
O levantamento mostra ainda que as dez cidades com os maiores índices de mortes violentas intencionais estão localizadas na Região Nordeste.
Cinco desses municípios pertencem ao estado da Bahia. A liderança permanece com Maranguape (CE), que aparece pelo segundo ano consecutivo na primeira posição nacional, sendo a única cidade do levantamento a superar a marca de 100 mortes violentas por 100 mil habitantes.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública utiliza a taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI), indicador que reúne ocorrências como homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial, permitindo a comparação entre municípios brasileiros.


