O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) realiza neste sábado (24), a partir das 8h, uma cerimônia pública para escolher as seções eleitorais cujas urnas passarão por auditoria no segundo turno das Eleições 2026. O evento será na Sala de Sessões do edifício-sede do tribunal, na Avenida Princesa Isabel, 201, no bairro Tambiá, em João Pessoa.
A escolha das seções integra os procedimentos de fiscalização do sistema eletrônico de votação, regulamentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As auditorias incluem o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas e o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais.
Como funcionam os testes
O Teste de Integridade verifica se os votos registrados durante uma simulação são contabilizados corretamente pela urna eletrônica. O procedimento utiliza votos previamente registrados em cédulas de papel, que depois são comparados com o resultado apresentado pelo equipamento.
Há também uma modalidade do teste que utiliza a biometria de eleitores voluntários, mediante consentimento, para habilitar a urna durante a auditoria.
Já o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais verifica se os programas instalados na urna correspondem aos sistemas oficiais e se os procedimentos de conferência foram cumpridos. Essa verificação ocorre nas próprias seções eleitorais definidas, antes da emissão da zerésima, documento que registra a ausência de votos na urna antes do início da votação.
De acordo com o calendário do TRE-PB, os Testes de Integridade serão realizados no domingo (25), das 8h às 17h, no Espaço Cultural, localizado no bairro Tambauzinho, em João Pessoa. O Teste de Autenticidade será realizado nos locais das seções eleitorais selecionadas.
Quem pode fiscalizar as auditorias
A regulamentação do TSE permite o acompanhamento dos procedimentos por representantes de partidos políticos, federações e coligações, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Polícia Federal, entre outras instituições.
Também estão entre as entidades fiscalizadoras previstas na norma a Controladoria-Geral da União (CGU), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Tribunal de Contas da União (TCU), entidades do Sistema Indústria e do Sistema S, organizações sem fins lucrativos credenciadas e departamentos de tecnologia da informação de universidades credenciadas.
A fiscalização permite acompanhar os procedimentos definidos pela Justiça Eleitoral e verificar o cumprimento das regras estabelecidas para a auditoria das urnas eletrônicas.
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