Tentativas de fraude ocorrem nas penitenciárias PB1 e PB2 desde dezembro de 2025; último caso foi registrado nesta terça-feira.
Desde dezembro de 2025, detentos das penitenciárias PB1 e PB2 tentam falsificar alvarás de soltura. As unidades de segurança ficam localizadas na cidade de João Pessoa. Ao todo, cerca de 13 fraudes documentais já foram registradas no período.
A informação foi confirmada oficialmente pelo secretário de Administração Penitenciária, Tárcisio Chaves. De acordo com o gestor, as equipes das unidades seguem rígidos protocolos operacionais. O procedimento padrão é aplicado para verificar qualquer medida de liberação considerada suspeita.
Último caso de fraude
O registro mais recente da infração penal aconteceu na última terça-feira (19). Na ocasião, um grupo de presos foi chamado para assinar a liberação do presídio. No entanto, os policiais penais desconfiaram da validade da medida judicial apresentada.
Em seguida, os agentes consultaram a juíza Andrea Arcoverde e o juiz Carlos Neves. Os dois magistrados atuam na Vara de Execuções Penais da capital. Após a análise documental, as autoridades judiciárias confirmaram se tratar de uma fraude.
Identificação e inquérito
Segundo o secretário Tárcisio Chaves, a experiência dos diretores e policiais é fundamental. Ele explicou que o setor administrativo consegue detectar as falsificações rapidamente. O bloqueio ocorre graças aos protocolos internos que atestam a procedência dos alvarás.
Apesar da detecção imediata nos presídios, uma sindicância interna já foi instaurada. Além disso, um inquérito policial foi aberto para investigar a origem criminosa dos papéis. Um delegado especial foi designado exclusivamente para apurar os fatos nas penitenciárias.
Posicionamento do TJPB
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) emitiu uma nota oficial sobre as ocorrências. O órgão confirmou as tentativas de utilização de alvarás falsos para soltura de presos. As investidas buscavam liberar os detentos de maneira irregular do sistema estadual.
Atualmente, a Justiça aguarda a conclusão da sindicância instaurada pela direção da penitenciária. O processo administrativo deve detalhar todas as circunstâncias da falha tentada. O Ministério Público também já foi informado formalmente sobre a situação.


