Estado atingiu 71% de crianças alfabetizadas na idade certa e cumpriu meta nacional de forma antecipada.
A Paraíba foi homenageada nesta segunda-feira (18), no Plenário do Senado Federal, em Brasília. O estado recebeu a Comenda Governadores pela Alfabetização das Crianças na Idade Certa. Na solenidade, o secretário de Estado da Educação, Erivonaldo Alves, representou o governador Lucas Ribeiro.
Desempenho educacional
A premiação federal reconhece gestões estaduais que apresentam melhorias consistentes na aprendizagem infantil. De acordo com os dados apresentados, a Paraíba atingiu 71% de alunos alfabetizados no tempo adequado. O índice representa um crescimento expressivo de 15 pontos percentuais em relação aos 56% registrados anteriormente.
Além disso, o estado cumpriu a meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC) com dois anos de antecedência. O cronograma inicial previa alcançar os números exigidos apenas em 2027. A rede estadual também obteve nota máxima no eixo de formação continuada e registrou uma taxa de escolarização líquida de 91,6%.
Parceria com municípios
O sucesso nos indicadores está diretamente ligado à integração entre o Governo do Estado e as prefeituras. Dos 223 municípios paraibanos, 98,5% receberam algum nível do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização. O levantamento também apontou que 101 cidades conquistaram o Selo Ouro.
A distribuição do repasse do ICMS passou a adotar critérios educacionais como contrapartida. Essa medida estimulou o engajamento da gestão municipal com a qualidade do ensino público. A estruturação desse regime de colaboração ocorreu por meio do programa estadual Alfabetiza Mais Paraíba.
Estrutura e qualificação
Durante o evento, o secretário Erivonaldo Alves ressaltou os recentes investimentos estaduais no setor de ensino básico. Segundo o gestor, cerca de R$ 208 milhões foram destinados para a construção de 215 novas creches. A iniciativa busca garantir que o ingresso escolar ocorra em ambientes adequados.
Simultaneamente, quase oito mil docentes receberam qualificação por meio do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (Proleei). Para Alves, o avanço consolida uma política voltada à redução das desigualdades. Por fim, ele pontuou que o local de nascimento de uma criança não pode definir seu destino educacional.


