O ex-secretário de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa, Júnior Pires, se pronunciou nesta terça-feira (13) sobre a Operação Zona de Influência, da Polícia Federal através de seu Instagram. Ele negou envolvimento com organizações criminosas e afirmou que o dinheiro apreendido em sua residência tem origem lícita e é compatível com sua renda.
“Eu não tenho absolutamente nenhuma ligação ou envolvimento com nenhuma organização criminosa”, declarou o ex-secretário em manifestação.
Sobre os valores encontrados em sua casa, Pires afirmou que parte do dinheiro já havia sido declarada à Receita Federal desde o ano passado. Segundo ele, o restante veio da venda de bens pessoais durante um processo de divórcio que enfrenta há cerca de seis meses.
“Os valores apreendidos na minha residência são plenamente compatíveis com a minha renda, tendo, inclusive, declarado parte desses valores desde o ano passado na Receita Federal”, afirmou.
Ex-secretário explica saída do Procon-JP
Júnior Pires também afirmou que pediu exoneração para se dedicar à própria defesa e evitar que as investigações afetassem a imagem do Procon-JP.
“Para preservar a instituição Procon, para que a instituição continue atuando firme na sua defesa, na defesa do consumidor pessoense, eu decidi me afastar, para me dedicar à minha defesa e para que o órgão não sofresse nenhuma retaliação e não fosse colocado sob suspeita”, declarou.
O pedido de saída foi apresentado em 29 de setembro, um dia após a Polícia Federal deflagrar a Operação Zona de Influência. A exoneração foi formalizada no Diário Oficial do Município em 30 de setembro, após a determinação judicial de afastamento cautelar do secretário por 90 dias.
O que a Polícia Federal investiga
A Operação Zona de Influência foi deflagrada em 29 de setembro para apurar suspeitas de negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de um grupo criminoso com atuação em comunidades da Paraíba.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura se integrantes desse grupo teriam negociado apoio político e autorização para a realização de atos de campanha em áreas sob seu controle territorial. Em contrapartida, são investigados possíveis pagamentos a uma liderança criminosa, custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública.
A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão e resultou na apreensão de R$ 220 mil em espécie, conforme comunicado oficial da PF. O órgão informou que as diligências buscam aprofundar a apuração e individualizar a conduta dos envolvidos.
A investigação apura, em tese, possíveis crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados ao domínio territorial. A existência da investigação e o afastamento cautelar não representam, por si só, comprovação de culpa.
Júnior Pires afirma confiar na Justiça e diz estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. O caso segue sob investigação.
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