Nesta terça-feira (13), o Brasil celebra o Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional. A data tem origem em um marco legal de 1969, quando o Decreto-Lei nº 938 estabeleceu regras para o exercício das duas profissões e reconheceu como profissionais de nível superior aqueles formados em cursos e instituições reconhecidos.
Quase 46 anos depois, o dia 13 de outubro ganhou reconhecimento oficial como data comemorativa em todo o país. A Lei nº 13.084, sancionada em 8 de janeiro de 2015, instituiu a celebração nacional dedicada às duas categorias.
Da regulamentação à criação da data nacional
A história da comemoração começa, portanto, em 13 de outubro de 1969. Foi nessa data que o Decreto-Lei nº 938 estabeleceu disposições sobre a atuação de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no Brasil.
O reconhecimento formal da data veio mais tarde. A proposta foi apresentada em 2009 pela então deputada federal Gorete Pereira, fisioterapeuta de formação. O Projeto de Lei nº 5.464 tramitou no Congresso Nacional até ser transformado na Lei nº 13.084, em janeiro de 2015.
Desde então, o dia 13 de outubro passou a integrar o calendário nacional como uma oportunidade de reconhecer a atuação dos profissionais e ampliar o conhecimento sobre as duas áreas da saúde.
Fisioterapia: movimento e capacidade funcional
A Fisioterapia atua na prevenção e no tratamento de alterações que afetam os movimentos e a capacidade funcional do corpo. O acompanhamento pode ajudar na recuperação após cirurgias, lesões e doenças, além de contribuir para melhorar a mobilidade, a força, o equilíbrio e a função respiratória, conforme as necessidades de cada pessoa.
O trabalho não se resume a massagens ou exercícios. O fisioterapeuta avalia as limitações do paciente e utiliza recursos terapêuticos para ajudar a recuperar ou preservar funções importantes para a vida cotidiana.
Terapia Ocupacional: autonomia no cotidiano
A Terapia Ocupacional tem outro foco: ajudar pessoas que enfrentam dificuldades para realizar atividades do dia a dia. Isso pode envolver ações como tomar banho, vestir-se, alimentar-se, estudar, trabalhar ou participar de atividades sociais.
O terapeuta ocupacional avalia as habilidades e as limitações de cada pessoa e desenvolve estratégias para facilitar essas tarefas. Em alguns casos, isso inclui adaptar objetos, modificar ambientes ou encontrar novas formas de executar uma atividade com mais independência. O acompanhamento atende pessoas de diferentes idades e pode envolver dificuldades motoras, cognitivas, sensoriais, emocionais ou sociais.
Duas profissões que podem trabalhar juntas
Embora tenham objetivos e métodos próprios, Fisioterapia e Terapia Ocupacional podem atuar de forma complementar.
Após um acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo, o fisioterapeuta pode trabalhar para recuperar ou melhorar movimentos, equilíbrio e mobilidade. Já o terapeuta ocupacional pode ajudar a pessoa a adaptar suas atividades cotidianas, reorganizar tarefas em casa e encontrar maneiras seguras de retomar responsabilidades pessoais e profissionais.
A atuação conjunta depende das necessidades de cada paciente e dos objetivos do tratamento. O foco é ampliar a funcionalidade e favorecer a participação da pessoa em suas atividades, respeitando suas condições e seu processo de recuperação.
Mais de cinco décadas após o decreto que marcou a regulamentação das profissões, o 13 de outubro lembra não apenas a história dessas categorias, mas também a importância do trabalho que realizam para ajudar pessoas a recuperar capacidades, superar limitações e conquistar mais autonomia.
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