A Copa do Mundo de 2026 começa hoje (11), às 14h30, com partidas sediadas em três países: México, Estados Unidos e Canadá. O torneio conta com um número recorde de 48 seleções participantes, superando o modelo anterior de 32 equipes nacionais.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) busca expandir os números da edição de 2022, no Catar, que alcançou 5 bilhões de telespectadores. Naquela ocasião, a final entre Argentina e França bateu recorde histórico com mais de 1,5 bilhão de pessoas assistindo.
No ambiente digital, o torneio anterior somou cerca de 262 bilhões de visualizações e quase 6 bilhões de interações nas plataformas. Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o sucesso de público ocorre porque o futebol carrega a magia de unir o mundo.
Inovações e marcas históricas
A partida inaugural reedita o confronto entre México e África do Sul, evento que também abriu a Copa do Mundo de 2010. Além disso, o Estádio Azteca se torna o primeiro da história a receber três cerimônias de abertura do torneio.
Para marcar o início da competição, a Fifa organizou os chamados Countdown Concerts, com apresentações musicais simultâneas em três cidades diferentes. Os shows síncronos integraram a Cidade do México, Toronto e Los Angeles com transmissões cruzadas um dia antes do torneio.
Programação musical simultânea
O espetáculo no México destaca expressões do folclore contemporâneo e talentos indígenas, além de artistas como Shakira, J Balvin e Maná. Nos Estados Unidos, a programação em Los Angeles conta com Katy Perry, Future e a cantora brasileira Anitta.
No palco montado em solo canadense, as apresentações musicais ficam por conta de nomes conhecidos como Alanis Morissette e Michael Bublé. A meta da organização é reforçar a diversidade cultural unindo torcedores de identidades e histórias distintas nos três países.
Restrições na imigração americana
Apesar dos preparativos, o início do mundial enfrenta controvérsias geradas pelas políticas interna e externa adotadas pelo governo dos Estados Unidos. Em meio ao cenário de guerra contra o Irã, restrições na concessão de vistos prejudicam torcedores, árbitros e atletas.
O jogador iraquiano Aymen Hussein acabou retido por horas em solo estadunidense para interrogatório rigoroso e teve o aparelho celular inspecionado. Embora ele tenha sido liberado para entrar, outros integrantes da delegação do Iraque foram proibidos de ingressar no país.
A alfândega dos Estados Unidos também barrou o árbitro Omar Artan, da Somália, no Aeroporto Internacional de Miami alegando verificação de antecedentes. O impedimento cancelou o que seria a primeira participação de um juiz somali na história das Copas.
A delegação do Irã precisou alterar o planejamento logístico após ser impedida pelo governo norte-americano de pernoitar no estado do Arizona. Com o veto, o grupo ficará hospedado em Tijuana, no México, precisando se deslocar após cada partida nos Estados Unidos.
Além dos problemas com as equipes e a arbitragem, torcedores iranianos relataram o cancelamento de ingressos dias antes da abertura oficial.


