O Dia Mundial da Saúde Sexual é celebrado em 4 de setembro e nasceu em 2010 por iniciativa da World Association for Sexual Health (WAS). Na primeira edição, realizada sob o lema “Let’s talk about it!”, a entidade propôs ampliar o diálogo e romper medos e tabus relacionados à sexualidade.
A data não trata apenas da prevenção de doenças. A definição de trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a saúde sexual um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social relacionado à sexualidade. Também envolve relações respeitosas e seguras, além da proteção contra coerção, discriminação e violência.
Por que 4 de setembro?
A escolha da data está ligada à própria iniciativa da WAS. Em 2010, a organização convocou seus membros a celebrar o 4 de setembro como Dia Mundial da Saúde Sexual para aumentar a conscientização sobre o tema em diferentes países. Desde então, a entidade passou a trabalhar cada edição com um tema específico.
Em 2026, a campanha tem como tema “Every Body”, expressão que destaca que saúde sexual, direitos, justiça e prazer devem ser considerados para todas as pessoas, independentemente de seus corpos e condições. A WAS também reforça a importância do consentimento, da informação correta e do acesso aos serviços de saúde.
Prevenção combina diferentes estratégias
No Brasil, o Ministério da Saúde trabalha com o conceito de prevenção combinada, que reúne diferentes formas de reduzir riscos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), de acordo com as necessidades e o contexto de cada pessoa.
Entre as estratégias estão o uso de preservativos, a testagem para HIV, sífilis e hepatites virais B e C, a vacinação contra HPV e hepatite B e o acesso à PrEP e à PEP para prevenção do HIV.
A PrEP é usada antes de uma possível exposição ao HIV por pessoas que podem ter risco aumentado de infecção. Já a PEP é uma medida de urgência indicada depois de uma situação de risco e deve ser iniciada o mais rápido possível, no máximo até 72 horas após a exposição. Ambas são oferecidas gratuitamente pelo SUS, com acompanhamento de profissionais de saúde.
Os preservativos continuam entre as principais formas de prevenção. O SUS disponibiliza preservativos externos e internos gratuitamente em unidades de saúde e serviços especializados.
Informação também faz parte da saúde
O acesso a informações confiáveis é outro elemento central da saúde sexual. A OMS destaca a importância de conhecimento adequado sobre sexualidade, riscos, prevenção e acesso aos serviços de saúde.
Isso significa que saúde sexual não se resume a evitar uma infecção ou uma gravidez não planejada. Ela também envolve autonomia, consentimento, respeito, liberdade de discriminação e acesso a cuidados adequados.
Mais de uma década depois da primeira edição do Dia Mundial da Saúde Sexual, a proposta continua sendo a mesma em essência: transformar um assunto cercado historicamente por silêncio e desinformação em uma questão de saúde, direitos e qualidade de vida.


