A nova pesquisa Quaest mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial, com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 29%, e Augusto Cury (Avante), que chegou a 10%. Os números correspondem ao cenário estimulado sem Pablo Marçal e foram divulgados nesta quarta-feira (2).
O principal destaque do levantamento é a ascensão de Cury. O escritor tinha 2% na pesquisa anterior, divulgada em 14 de agosto, e agora aparece isolado na terceira posição, com 10%. Renan Santos (Missão) tem 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) registram 1% cada.
O crescimento de Cury aparece com mais força entre os eleitores que se consideram independentes, aqueles que não se identificam nem com a esquerda nem com a direita. Nesse grupo, ele chega a 24%, à frente de Lula, com 21%, e Flávio Bolsonaro, com 9%.
O desempenho ainda convive com um nível elevado de desconhecimento. Entre os independentes, 65% afirmam não conhecer Cury. Outros 18% dizem conhecê-lo e admitem votar nele, enquanto 17% o conhecem, mas afirmam que não votariam no candidato.
Cenário com Pablo Marçal
A Quaest também testou uma simulação incluindo Pablo Marçal (PRTB). Nesse caso, Lula permanece com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro sobe para 30% e Cury continua com 10%. Renan Santos registra 3%, e Caiado, Zema e Marçal aparecem com 1% cada.
A diferença ocorre porque a pesquisa anterior utilizava outro nome relacionado ao PRTB. Por isso, a comparação entre os levantamentos deve levar em conta a mudança na composição dos cenários.
Maioria diz ter voto definido
A pesquisa mostra que 71% dos eleitores consideram definitiva sua escolha para a Presidência. Outros 29% afirmam que ainda podem mudar de candidato até a eleição, marcada para 4 de outubro.
Entre os candidatos com maior intenção de voto, Lula tem o eleitorado mais consolidado: 80% dos que dizem votar nele consideram a escolha definitiva. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, esse índice é de 75%.
A situação é diferente entre os eleitores de Cury. Embora o candidato tenha chegado a 10%, apenas 52% dizem que a escolha é definitiva, enquanto 48% admitem mudar de voto. Entre os eleitores de Renan Santos, 57% admitem a possibilidade de troca, percentual que chega a 58% entre os de Ronaldo Caiado.
Lula e Flávio empatam no segundo turno
Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a diferença ficou em apenas um ponto percentual. Lula registra 42% e Flávio, 41%, resultado considerado empate técnico porque os dois números estão dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 13%, enquanto 4% estão indecisos.
Pela primeira vez, a Quaest também testou um segundo turno entre Lula e Augusto Cury. O presidente aparece com 40%, contra 34% do candidato do Avante.
Lula também lidera os demais cenários: marca 42% contra 37% de Ronaldo Caiado, 43% contra 36% de Renan Santos e 44% contra 33% de Romeu Zema.
Pesquisa espontânea
Quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Lula aparece com 28% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro tem 20% e Augusto Cury, 4%.
Outros nomes somam 4%, enquanto 42% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar. Outros 2% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
Metodologia
A pesquisa Quaest foi encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo. Foram entrevistadas presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país, entre 30 de agosto e 1º de setembro.
O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.
Com informações do G1


