Mais de 123 mil famílias paraibanas deixaram o programa Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026. O motivo principal para a mudança foi o aumento da renda familiar no período. Os beneficiários conseguiram ingressar no mercado de trabalho com carteira assinada ou iniciaram atividades empreendedoras.
Apenas no mês de maio deste ano, o estado registrou a saída de mais de seis mil lares do programa social. A capital João Pessoa liderou o número de desligamentos no período, com 832 registros. Na sequência, aparecem as cidades de Campina Grande (437), Sousa (244), Bayeux (198) e Santa Rita (145). Os municípios de Sapé (144), Patos (138), Cajazeiras (128), Guarabira (124) e Cabedelo (114) completam a lista.
Regra de Proteção e cenário nacional
As saídas definitivas do programa acontecem quando as famílias atingem uma renda acima do limite da Regra de Proteção ou cumprem o prazo da modalidade. O mecanismo de transição permite que lares com ganhos superiores a R$ 218 por pessoa continuem recebendo 50% do benefício por até um ano. A condição exige que a renda familiar per capita permaneça abaixo de R$ 706.
No cenário nacional, o Governo Federal contabilizou a saída de 5,1 milhões de famílias no mesmo intervalo de tempo. Os maiores números absolutos foram registrados nos estados de São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Entre as capitais brasileiras, São Paulo liderou os desligamentos em maio de 2026, seguida por Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Brasília.
Impacto direto no mercado de trabalho
O cruzamento de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com o Cadastro Único revelou impactos diretos na empregabilidade. No primeiro trimestre de 2026, 80% das novas vagas formais criadas no país foram ocupadas por pessoas inscritas no CadÚnico. Além disso, um estudo da FGV Social indicou que a renda do trabalho das parcelas mais pobres cresceu 10,7% em 2025.
Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, o modelo atual estimula a geração de empregos. “Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, afirmou o gestor federal.


